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Direitos humanos para os direitos, não para os bandidos! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Claudi   
Ter, 08 de Dezembro de 2009 15:48

Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após  noticiário na TV.

Hoje vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visita-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.
Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação, contam com o apoio de comissões pastorais, órgãos e entidades de defesa de direitos humanos, ONGs etc...
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.
Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma videolocadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver se abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila viu, que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem, tá?
Nem no cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum  representante destas "entidades" que tanto lhe  confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar "os meus direitos"! 

Talvez a gente consiga acabar com esta inversão de valores que assola o Brasil.
DIREITOS HUMANOS SÃO PARA HUMANOS DIREITOS

 

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