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Futuros médicos têm recorde de erros em prova clínica, diz Cremesp PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rute Affonso   
Qua, 16 de Dezembro de 2009 14:21

Futuros médicos avaliados pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) tiveram neste ano o pior desempenho nas questões de clínica médica desde 2005, quando a avaliação foi implantada. Essa área engloba procedimentos básicos e identificação e análise de sintomas.

O resultado mostra que, dos 621 estudantes do 6º ano (último da graduação) que fizeram a prova, 48,45% acertaram as perguntas sobre atendimento clínico.  Realizado em duas fases, o exame não é obrigatório e não tem validade legal. Os resultados divulgados se referem à primeira etapa. Segundo o Cremesp, cerca de 2,6 mil estudantes de medicina se formam por ano no Estado.

Sobre a pergunta, o que é gripe suína , 61% erraram a resposta, isto é, mais da metade dos estudantes que participaram do teste não soube explicar  um problema de saúde pública mundial que deixou doentes e mortos no Brasil e que deve voltar no próximo inverno.

O resultado do exame de 2009 aponta que os formandos têm mais conhecimento sobre questões ligadas à ética na profissão (85,69% de acertos). "A prova é de dificuldade média a fácil e os estudantes apresentaram baixo desempenho naquilo que deveriam saber melhor (clínica médica), porque esta é a porta de entrada para o paciente que procura o hospital ou o serviço de emergência", diz o coordenador do exame, Bráulio Luna.

Para Luna, o resultado da prova pode não refletir a realidade do ensino de medicina. "Avaliamos a melhor amostra de alunos, porque só comparece o estudante que se sente preparado", diz. No exame deste ano, 56% dos inscritos foram reprovados e não passaram para a segunda fase. No ano passado, o índice chegou a 61%. "Mas, para nós, o baixo desempenho continua o mesmo porque temos a margem de erro. Os alunos não melhoraram em nada", diz.

O presidente do Cremesp, Henrique Carlos Gonçalves, aponta pelo menos três fatores para a má qualificação dos estudantes. O primeiro é o boom de faculdades de medicina no país. Atualmente, 31 escolas médicas atuam em São Paulo. Outro fator é a falta de infraestrutura para receber os alunos, como prédios sem hospitais universitários. E o terceiro é a má qualificação dos professores. As informações são do Jornal da Tarde.

 


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