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Zelaya amplia ultimato para governo golpista PDF Imprimir E-mail
Escrito por Gazeta   
Sex, 16 de Outubro de 2009 12:51

A comissão de diálogo do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, informou na noite de quinta-feira (madrugada de sexta pelo horário brasileiro) que o processo avançou em 95% e confia em assinar nesta sexta-feira (16), um acordo que ponha fim à crise política no país, e que ampliou em 12 horas [15 horas pelo horário brasileiro] o prazo dado para que o golpe terminasse.

- Estamos otimistas que teremos um acordo, possivelmente ao meio-dia -, disse a jornalistas Víctor Meza, membro da comissão de diálogo de Zelaya, ao anunciar que as negociações de quinta-feira tinham concluído e que o tema está "avançado em 95%".

Zelaya segue refugiado dentro da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, capital de Honduras, juntamente com um grupo de seguidores desde 21 de setembro.

Meza explicou que na quarta-feira o que havia era "um texto único, não um acordo", que era "como um preâmbulo imediato de um acordo". Acrescentou que Zelaya e o presidente interino, Roberto Micheletti, fizeram "observações" ao "texto pactuado" e que "nesse processo" estiveram empenhadas as comissões na quinta feira.

A jornada se manteve em um total segredo até o final por parte das comissões de diálogo, que estiveram reunidas por mais de 12 horas.

- O diálogo não concluiu, a mesa de diálogo segue estabelecida, segue funcionando - disse Meza, também ministro de Governo de Zelaya. Ele acrescentou que decidiram ampliar o espaço do diálogo, "para conhecer a proposta definitiva do senhor Micheletti", em uma ação que seria "a última versão de um texto pactuado, antes do meio-dia" de sexta-feira.

- Estamos muito próximos de conseguir um acordo definitivo - afirmou Meza, quem disse que não pode dar detalhes dos acordos porque existe o compromisso das partes de guardar reserva "para não entorpecer o curso da negociação". Ainda descartou a possibilidade de "uma terceira via" para solucionar a crise.

- Estamos no Acordo de San José - falou. Meza advertiu que se não há um acordo para superar a crise pode haver uma escalada de violência. - Se não se alcança uma saída negociada, pacífica, democrática, à crise, as consequências serão a ingovernabilidade, a desordem, a intranqüilidade, a convulsão social, que ninguém, nenhum hondurenho, quer para nossa pátria - finalizou.

 

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