| Para gerentes, crise global afasta turistas da F-1 das boates de SP |
|
|
|
| Escrito por Gazeta |
| Sex, 16 de Outubro de 2009 12:58 |
|
'Turistas não estão gastando' “Mas onde estão os turistas?”, reclamam Santos e Carvalho, gerentes do Romanza, tradicional boate da Zona Sul. Na calçada, ambos estavam frustrados com o sumiço dos clientes que antes faziam um pit-stop no lugar para uma boa farra. “A casa está cheia ... de mulheres, mas nenhum homem”, exagerou Santos. Para o negócio, esse cenário não é o paraíso, pois sem homens ninguém consome; nem eles, tampouco elas, que estão lá justamente para forçar a gastança dos clientes. 'Antes, movimento triplicava' Moacir Bianchi, de 41 anos, gerente do My Love, no Centro, com capacidade para 200 pessoas, afirmou que “acabou a época em que a F-1 ajudava a encher boates e inferninhos. “Na época do Ayrton Senna (até 94), o movimento da casa triplicava a semana inteiramente. Agora, só sexta e sábado é que a noite é um pouco melhor”.
A boate, que não está entre as maiores de São Paulo, foi decorada com bandeiras das marcas da F-1, e, de olho nos dólares que podem estar circulando na cidade este mês, apostou em shows de mulatas ao longo da semana. Mas não viu resultados. “Desta vez, os estrangeiros não vieram por causa da crise internacional”, culpa. Na “Kilt”, outro agitado night club também localizado na região central, um funcionário disse que a F-1 não mudou a rotina da casa. “É como se São Paulo não tivesse evento algum desse porte. É uma semana normal para nós”, afirma. “Aquela crise do ano passado está refletindo agora, com poucos gringos na cidade”, acrescentou.
Taxista O taxista Marcelo Luperini, de 31 anos e 12 de profissão, com ponto estabelecido num dos hotéis usados pela organização da F-1, confirmou que os dias de Grande Prêmio Brasil de F-1 não são mais os mesmos, nem tão lucrativos. “Há alguns anos, trabalhávamos 24 horas sem parar. Era gente para lá e para cá. Desde o ano passado não há tantos chamados. No máximo, trabalho algumas horas a mais no sábado e domingo”. Do G1 |





A Fórmula 1 já não alimenta mais os motores da noite paulistana como em anos anteriores. De acordo com as boates de São Paulo, que dependem da presença de turistas para “bombar”, o evento não reflete mais no movimento das casas noturnas. Os night clubs dizem que os homens não estão procurando tanto “divertimento forte” por conta da crise financeira global e da desvalorização do dólar. 



