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Preço do álcool subiu 6,71% na semana passada PDF Imprimir E-mail
Escrito por Gazeta   
Sex, 16 de Outubro de 2009 12:57

Os preços do álcool combustível e do açúcar subiram novamente na semana passada, segundo o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). A pesquisa mostrou que o valor do combustível subiu 6,71% entre os dias 7 e 15 de outubro, variação ainda maior que os 4,5% da semana anterior. O açúcar refinado ficou 10,60% no mesmo período.

A inflação do álcool na semana passada confirma a tendência de aumento no preço do produto identificado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) no começo da semana. De acordo com a agência, o valor médio do litro do álcool no Brasil vai ficar em R$ 1,592 porque o combustível subiu 8,74%  desde meados de setembro.

Em alguns Estados, o preço pode ficar ainda mais salgado. A pesquisa da ANP mostrou que em São Paulo, por exemplo, o índice subiu 13,87%. No Rio Grande do Sul, a alta foi de 10,97%, e no Paraná chegou a 15,19%. Tocantins foi o único Estado em que o preço caiu 0,59%, enquanto no Distrito Federal e em Roraima não houve aumento.

Outro levantamento, da Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), ligada à USP, revela que o preço do álcool nas usinas saltou 14,27%, sem contar os impostos. E por causa disso, a expectativa é de que esse valor continue sendo repassado ao consumidor nas próximas semanas.

Parte desse aumento de preços se deve às fortes chuvas que prejudicaram a colheita da cana-de-açúcar em São Paulo no mês de setembro. Além disso, houve uma quebra de safra na Índia, outra grande produtor de cana, e o Brasil passou a suprir também as necessidades de açúcar do país asiático.

Como açúcar e álcool são derivados da cana-de-açúcar e há uma necessidade maior de venda ao exterior, os produtores brasileiros acabam dividindo a produção para atender todos os mercados, o de açúcar, aqui e lá fora, e o de etanol.

Pesquisa divulgada no final de setembro pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da USP, mostrou que a alta no preço do açúcar está em níveis bem mais expressivos que as do álcool.

 

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