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'Honoráveis Bandidos' já é o livro mais vendido do país PDF Imprimir E-mail
Escrito por Gazeta   
Seg, 23 de Novembro de 2009 08:04

'RANKING' DA REVISTA VEJA APONTA:

Obra - que relata a trajetória antiética do presidente do Senado, José Sarney e dos membros e agregados de seu clã - rompe o boicote das grandes livrarias de São Luís com venda em bancas de jornal, exposição na Feira do Livro e até um ‘disque-Honoráveis’

POR OSWALDO VIVIANI

Ele chegou lá. Menos de dois meses depois de seu lançamento, em São Paulo, o livro "Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na era Sarney", do jornalista e escritor Palmério Dória, conquistou o posto de livro de não-ficção mais vendido do Brasil, segundo o "ranking" da revista Veja que está nas bancas. A obra - que também lidera a lista geral dos livros mais vendidos da Livraria da Folha (compras "online") - já é considerada o maior fenômeno editorial do ano, com tiragem de perto de 50 mil exemplares até agora (quatro edições). O livro vem galgando posições na relação dos 10 mais vendidos da Veja há 8 semanas consecutivas. Na semana passada, estava em 3º lugar. A editora da obra - Geração Editorial - já tem programadas mais duas edições até o Natal.

'Clandestinidade' - Em São Luís, "Honoráveis Bandidos" - que relata a trajetória antiética do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e de membros e agregados de seu clã - rompeu o boicote das grandes livrarias com a venda em bancas de jornal.

 

O esquema é quase clandestino, já que muitos donos de bancas temem algum ato violento contra seu patrimônio, devido ao episódio do ataque de estudantes, a mando de políticos sarneysistas, aos participantes da noite de lançamento do livro em São Luís, no Sindicato dos Bancários, no dia 4 passado. "Tem dono de banca que prefere não exibir o livro, deixa escondido e só pega quando alguém chega perguntando sobre a obra", contou Celso Brandão, um dos distribuidores de "Honoráveis" no Maranhão.

O temor à truculência sarneysista também se estende às livrarias. Como na época da ditadura militar - em que obras malvistas pelos generais de plantão, como "Feliz Ano Novo" (Rubem Fonseca), "Zero" (Ignácio de Loyola Brandão) e "O Capital" (Karl Marx), só podiam ser adquiridas em pontos de venda camuflados, e de forma sigilosa -, as grandes livrarias de São Luís preferiram ignorar "Honoráveis Bandidos".

Duas raras exceções são as livrarias "Mundo de Sofia" (Monte Castelo, perto do Cefet) e "Poeme-se" (Praia Grande, próximo ao bar da Faustina). A primeira adquiriu uma boa quantidade de exemplares e os está expondo na Feira do Livro, inaugurada na sexta-feira, 20, e que acontece até o dia 29, na Praça Maria Aragão. Não tem como errar: o stand da livraria "Mundo de Sofia" fica bem na entrada da Feira, em frente ao estande - vejam que coincidência... - do Senado Federal.

Outra opção oferecida pelos distribuidores de "Honoráveis Bandidos" em São Luís é o serviço do "Disque-Honoráveis". É só ligar (98) 8112-2581. No final do mês, a venda do livro também será feita pelo telefone (98) 8838-0274.    

Confira no quadro em destaque a relação dos locais onde "Honoráveis Bandidos" pode ser encontrado (o preço médio é R$ 30) e leia a seguir trechos do capítulo 8 da obra, intitulado "O lado feminino (capítulo rosa-choque)".

 

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