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PT é mesmo o símbolo da ditadura! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rute Affonso   
Seg, 23 de Novembro de 2009 15:09

O diretório nacional do PT aprovou um  documento  que defende o controle público dos meios de comunicação e deve ser apresentado pelo partido durante a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a ser realizada entre os dias 14 e 17 de dezembro em Brasília. 
 
A conferência, organizada pelo governo federal, tem como objetivo levantar propostas para nortear a elaboração de políticas públicas para o setor. A previsão é que participem representantes do governo, sociedade e empresas de comunicação.
 
No texto "Resolução Sobre a Estratégia Petista na Confecom", o PT defende a criação de mecanismos de sanção à imprensa e  que, segundo o partido, é anacrônico, autoritário e "privilegia grupos comerciais em detrimento dos interesses da população". 
 
Ultimamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem poupado ataques à imprensa. Num encontro com catadores de material reciclável, semanas atrás, Lula disse que os formadores de opinião já não exercem influência sobre a população.
 
A imprensa brasileira combateu a ditadura militar defendendo uma sociedade aberta e agora estão tentando,ainda que oculta, um crescente controle ideológico da informação.
 
Em alguns paises da América Latina temos visto um crescimento do autoritarismo, centralizador e antidemocrático com por exemplo a Venezuela e Argentina
 
Uma lista elaborada pela organização Repórteres sem Fronteiras é feita a partir de questionários respondidos por jornalistas e especialistas em mídia, e considera violações contra a liberdade de imprensa cometidas entre setembro de 2008 e agosto de 2009.

O Brasil ocupa a 71ª posição na classificação mundial de liberdade de imprensa. De acordo com o levantamento, China, Cuba e Vietnã estão entre os dez países com menos liberdade de imprensa. O Irã aparece na quarta pior colocação, acima apenas do chamado "trio infernal", composto por Turcomenistão, Coreia do Norte e Eritreia.

A direção da Associação Nacional de Jornais (ANJ) reagiu à proposta do diretório nacional do PT de patrocinar mudanças no sistema de comunicação brasileiro para instituir maior controle do Estado sobre meios de comunicação . "Preocupa toda iniciativa que signifique controle dos meios de comunicação." disse Judith Brito a presidente da ANJ

Leia o texto original escrito pelo jornalista  RICARDO GALHARDO:

PT defende controle público e sanções à imprensa

Um texto aprovado pelo diretório nacional do PT defende o controle público dos meios de comunicação e a criação de mecanismos de sanção à imprensa. No documento, intitulado "Resolução Sobre a Estratégia Petista na Confecom (Conferência Nacional de Comunicação)", o PT também defende mudanças no atual modelo de outorga de concessões no setor de comunicação que, segundo o partido, é anacrônico, autoritário e "privilegia grupos comerciais em detrimento dos interesses da população".

No documento, o PT revela ainda a estratégia de apresentar as propostas aos representantes do partido no governo envolvidos com a Confecom. A conferência organizada pelo governo Lula e prevista para acontecer entre os dias 14 e 17 de dezembro tem como objetivo levantar propostas para nortear a elaboração de políticas públicas para o setor. A previsão é que participem representantes do governo, sociedade e empresas de comunicação.

Entre os temas em debate pelo governo está o sistema de outorgas de concessões, que faz parte do eixo temático "Meios de Distribuição".

O texto do PT afirma que o marco regulatório atual é "anacrônico, autoritário, fragmentado e privilegia os grupos comerciais, em detrimento dos interesses da população. Esses modelos permitem a uns poucos grupos empresariais - muitas vezes associados a fortes conglomerados estrangeiros - exercer o controle quase absoluto sobre a produção e veiculação de conteúdos informativos e culturais", diz o texto.

Documento fala em "proibição de monopólios"

Para substituir o modelo atual, o PT propõe: fortalecimento dos meios de produção público-estatais, regulação sobre conteúdo, mecanismos de controle público, proibição de monopólios, criação de um modelo que garanta mecanismos efetivos de sanção aos meios de comunicação, produção de nova legislação para direito de resposta, paridade racial de gênero na publicidade e um percentual para programas que tratem de história da África.

Perguntado se as propostas ferem princípios universais de liberdade de imprensa e expressão, o secretário nacional de Comunicação do PT, Gleber Naime, respondeu: "Esta proposta é para garantir a liberdade de imprensa e não a das empresas "

Naime prometeu detalhar por email as propostas do partido, mas até as 20h desta quarta-feira não respondeu às perguntas.

Segundo ele, o texto foi elaborado num Seminário Nacional do partido sobre comunicação e referendado pelo diretório nacional sem a participação de petistas que ocupam cargos no governo.

O Ministério das Comunicações também foi procurado para explicar, entre outras coisas, o que o governo pretende mudar no sistema de outorgas, mas não respondeu.

"Sob o pretexto de democratização, o que se oculta é a tentativa de um crescente controle ideológico da informação. "

 

 

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