| EGITO E OBAMA, DILEMA DE ALCANCE MUNDIAL |
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| Escrito por Leo Santos |
| Qua, 09 de Fevereiro de 2011 16:09 |
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quarta-feira, 09 fevereiro 2011 O caos político no Egito mostra ao mundo um dilema de há muito presente na política externa americana: controvérsia entre os chamados ideais de democracia e os interesses de cada país. Desde o início dos protestos populares para derrubada do presidente egípcio, Hosni Mubarak, os Estados Unidos se vêem diante de difícil escolha entre apoiar o clamor do povo egípcio ou manter o aliado de 30 anos, considerado até então a única opção para os interesses americanos em uma área considerada porta de região totalmente estratégica. Durante entrevista publicada no site do Council on Foreign Relations, o ex-Secretário de Estado americano James Baker definiu a situação no Egito como a seguinte frase - "é difícil conduzir a política externa americana". Concluindo afirmou- " É bem verdade que nós temos de considerar princípios e valores, sim. Democracia, direitos humanos, liberdade. Mas implícito é que, nós também temos de considerar o interesse nacional", disse Baker, ocupante do cargo de Secretário de Estado americano entre 1989 e 1992. Mubarak teve um papel importante durante duras negociações de paz entre israelenses e palestinos e tem sido um fiel parceiro do governo norte americano na luta contra o extremismo islâmico e contra as ambições econômicas e nucleares do Irã. Diversos analistas e políticos dos Estados Unidos temem que a saída de Mubarak do governo egípcio abra caminho para um governo com posições antiamericanas. Ademais, o Egito é um país importante na região islâmica e o rumo dos acontecimentos pode influenciar outros países. É o que temem os Estados Unidos. Os Estados Unidos fornecem ao Egito mais de US$ 1 bilhão por ano em assistência dita ‘’ humanitária’’ e também militar. Entretanto, diante da escalada dos protestos e violências públicas nos últimos dias, a análise do governo americano é de que o líder egípcio deve deixar o poder o mais rápido possível.Afinal,manter a simpatia ajuda a manter a hegemonia. Imediatamente após Mubarak anunciar que não pretende concorrer à reeleição em setembro de 2011, e depois de uma conversa de meia hora ao telefone com o presidente norte americano, Obama pronunciou-se ao mundo dizendo em alto claro que a transição no Egito deve começar "agora".Para quem entende de política, isto está claríssimo que OBAMA retirou o apoio ao antigo aliado. Artigo publicado pela revista Foreign Affairs,assinado pelo analista político Steven Cook, está dito que “ao longo de seu governo Mubarak esteve sempre diante de duas posições "irreconciliáveis". "Ele poderia ser o homem de Washington ou um homem do povo - mas não ambos", afirmou Steven Cook. O analista disse ainda acreditar que "nenhum líder egípcio vai cometer esse mesmo erro novamente". Na verdade não há ninguém que possa afirmar com absoluta certeza como a crise no Egito vai acabar. Mas, analistas concordam que, seja quem for o novo mandatário no Egito, o certo é que a relação com os Estados Unidos não será mais tão próxima.
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