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| Escrito por Gazeta |
| Dom, 13 de Fevereiro de 2011 14:34 |
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Poder Executivo-Governo- ameaça aliados que não votarem mínimo de R$ 545
13/02/2011
O governo vai exigir fidelidade na votação do salário mínimo, marcada para a próxima quarta-feira (16) na Câmara, ameaçando punir deputados que votarem em valores superiores aos R$ 545 e considerando-os “dissidentes”.
A inflação oficial de 5,9% em 2010, a maior em seis anos, foi decisiva na decisão da presidente Dilma Rousseff de não aceitar negociar um valor maior, ainda que R$ 550, como chegou a ser cogitado pelo governo.
Depois de reunião com o ministro da Fazenda Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a presidente Dilma fez chegar aos “aliados” no Congresso9Senado e Câmara) recado de que não aceita perder o controle da inflação no seu primeiro ano de mandato.
“Quem votar contra os R$ 545 será considerado dissidente, pois essa fórmula já garante um ganho real para os trabalhadores”, disse na sexta-feira o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
“O governo não abrirá mão desse valor. Com um anúncio de cortes da ordem de R$ 50 bilhões seria irresponsabilidade dar um aumento maior.”
O principal temor é que seus “aliados” ajudem a aprovar um mínimo de R$ 560. O valor foi articulado pelo presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva(Paulinho da Força) do PDT-SP, que inicialmente lutava por um mínimo de R$ 580.
O PSDB, na hora da votação, vai defender R$ 600, por ser bandeira do candidato derrotado à Presidência José Serra, mas centrará fogo mesmo mínimo de os R$ 560.
Os partidos DEM, PV e PDT também já declararam oficialmente apoio a esse valor. Eles acreditam que contarão com votos do PT e PMDB, entre outros aliados.
(Folha Online)
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